"E assim como o pecador despeja diante do confessionário o saco negro de suas iniqüidades e concupiscências - levado por um tipo de euforia de falar mal de si mesmo que chega à ânsia de execração -, pinto a meu mestre, com as cores mais sujas, com os betumes mais feios, a inutilidade de minha vida, seu atordoamento durante o dia, sua inconsciência durante a noite."
CARPENTIER, Alejo. Os passos perdidos. São Paulo: Brasiliense, 1985
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