terça-feira, 16 de agosto de 2011

Assim falou Zaratustra, F. Nietzsche - pt.1

Prólogo

"Amo aquele que sente vergonha se o dado cai a seu favor e que, então, pergunta: 'Sou, acaso, um trapaceiro?' - porque quer perecer." (39)

"assim, peço à minha altivez que acompanhe sempre a minha prudência.
E se, algum dia, a minha prudência me abandonar - ah, como gosta de bater asas! -, possa a minha altivez, então, voar ainda em companhia da minha loucura!" (49)


Parte I

"Ter muitas virtudes confere distinção, mas é um pesado destino; e não poucos foram para o deserto, cansados que estavam de ser batalha e campo de batalha de virtudes." (63)

"Mas uma coisa é o pensamento, outra, a ação; e outra, ainda, a imagem da ação. A roda da causalidade não gira entre elas." (64)

"Quero ter duendes ao meu redor, porque sou corajoso." (66)

"Aí estão os seres terríveis [os pregadores da morte], que trazem a fera dentro de si e para os quais não há escolha senão entre os prazeres e a maceração. E também seus prazeres ainda são maceração.
(...)
Envoltos em espessa melancolia e sequisoos dos pequenos acasos que ocasionam a morte: é assim que a esperam, cerrando os dentes. (...)
agarram-se à tênue palha de suas vidas, motejando de que ainda se agarram a uma palha." (71)

"Solitário, percorres o caminho de quem ama: amas-te a ti mesmo e, por isso, te desprezas, como sabem desprezar somente os que amam." (91)

"Que o homem tema a mulher, quando ela ama: é capaz de todo o sacrifício e qualquer outra coisa não tem, para ela, valor.
(...)
A felicidade do homem chama-se: eu quero. A felicidade da mulher chama-se: ele quer." (93)

"Algum nunca chega a ficar doce, apodrece já no verão. É a covardia que o mantém pendurado em seu galho." (99)



NIETZSCHE, Friedrich. Assim falou Zaratustra. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2008.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Um, nenhum e cem mil, Luigi Pirandello

"É melhor que vejam se lhes parece possível estar tão seguros de que amanhã vocês serão aquilo que decidiram ser hoje." (56)



Pirandello, Luigi. Um, nenhum e cem mil. São Paulo: Cosac Naify, 2010.

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