"Quer seja 'um leão, um precipício ou uma febre', cada morte é nossa própria criação." (73)
"A alma já deixou o mundo no qual o corpo se move como um boneco pintado." (85)
"Assim como é a hora da verdade, é também o momento do desespero, porque não há esperança." (101)
HILLMAN, J. Suicídio e alma. Petrópolis: Vozes, 2011.
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
quinta-feira, 12 de dezembro de 2013
Diário do hospício, Lima Barreto
"Não quero morrer, não; quero outra vida." (58)
"Todos eles estão na mão de um poder que é mais forte do que a Morte. A esta, dizem, vence o amor; a Loucura, porém, nem ele." (91)
"O Torres, o tal que matou o rival em amor, diz que viveu doze anos num ovo." (131)
BARRETO, Lima. Diário do hospício; O cemitério dos vivos. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
"Todos eles estão na mão de um poder que é mais forte do que a Morte. A esta, dizem, vence o amor; a Loucura, porém, nem ele." (91)
"O Torres, o tal que matou o rival em amor, diz que viveu doze anos num ovo." (131)
BARRETO, Lima. Diário do hospício; O cemitério dos vivos. São Paulo: Cosac Naify, 2010.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
O vermelho e o negro, Stendhal
"Os romances teriam indicado a ambos o papel a desempenhar, teriam mostrado o modelo a ser imitado, e a vaidade, cedo ou tarde, teria forçado Julien a seguir esse modelo, ainda que sem nenhum prazer e talvez de má vontade." (57)
"A mão se retirou rápido, mas Julien julgou que era seu dever conseguir que a mão não se retirasse quando ele a tocasse. A ideia de um dever a cumprir e de incorrer em ridículo, ou melhor, num sentimento de inferioridade, caso o objetivo não fosse alcançado, afastou no ato todo prazer do seu coração." (70)
Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, Clarice Lispector
"..., faz de conta que amava e era amada, faz de conta que não precisava morrer de saudade, faz de conta que estava deitada na palma transparente da mão de Deus, (...) faz de conta que tinha um cesto de pérolas só para olhar a cor da lua pois ela era lunar, faz de conta que ela fechasse os olhos e seres amados surgissem quando abrisse os olhos úmidos de gratidão, faz de conta que tudo o que tinha não era faz de conta, faz de conta que se descontraía o peito e uma luz douradíssima e leve a guiava por uma floresta de açudes mudos e de tranquilas mortalidades, faz de conta que ela não era lunar, faz de conta que ela não estava chorando por dentro" (14)
"queria poder continuar a vê-lo, mas sem precisar tão violentamente dele." (19)
"Mas seu descompasso com o mundo chegava a ser cômico de tão grande: não conseguira acertar o passo com as coisas ao seu redor."
"(Lóri se cansava muito porque ela não parava de ser)." (20)
Murphy - Samuel Beckett
"Murphy continuou por um tempo a emitir ruídos como os de uma descarga disparada com exagero, depois disse, com uma voz de ovo e escorpião:
- Pedi chá da China e você me traz indiano." (67)
"Nada que jamais tivesse existido, ainda existisse ou viesse a existir no universo exterior deixava de já estar presente em seu universo interior, seja em forma potencial, seja em ato, seja em forma potencial se desenvolvendo em ato, seja em ato declinando em potência." (85)
"Um "anotado" era um paciente "sob pergaminho" (ou "sob caução"). O paciente era posto sob pergaminho (ou sob caução) sempre que desse margem a sérias suspeitas tendências suicidas." (143)
Beckett, Samuel. Murphy. São Paulo: Cosac Naify, 2013.
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