quinta-feira, 7 de abril de 2011

Mal visto mal dito, Samuel Beckett

"Ali está ela portanto como que transformada em pedra diante da noite." (37)

"como se ela tivesse a infelicidade de estar viva." (39)

"De onde eles a deixam desaparecer. Em vez de desaparecercom ela. Assim desatina."(47)

"Que calma então. E que tormenta. Sob a falsa calma do luto." (50)

"De tanto - de tanto fiasco a loucura se imiscui." (51)

"A ausência os mudou. Não o bastate. Só resta partir de novo. De onde cedo demais regressados. Mudados mas não o bastante. A todo o mal visto mal dito. Depois tornar a voltar. Fracos para acabar com tudo enfim." (63)

"E se por infelicidade ainda partir de novo para sempre ainda. Assim por diante. Até não mais vestigios." (68)



BECKETT, Samuel. O despovoador; Mal visto mal dito; tradução Eloisa Araújo Ribeiro; edição preparada por Vadim Nikitin. - São Paulo: Martins Fontes, 2008.

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