Relato com um fundo de água
"chega de repetir seu nome até a náusea. Você não parece perceber que há frases, que há lembranças insuportáveis para mim; que todas as fibras se rebelam se essas coisas são ditas." (35)
"Eu estou farto, farto; estou morto, entende? Não, não entende, mas escute, agora, escute tudo e só me interrompa para me dar um tiro ou me afogar..." (36)
"você tem que ouvir isto até o final. depois pode fazer o que quiser; há um revolver na minha escrivaninha e um telefone na sala. Mas agora, fique." (40)
"Cansados mutuamente de inúteis concessões, de perpetuar afetos que nele já haviam morrido e que eu precisava matar por minha vez..." (41)
CORTÁZAR, Julio. Papéis inesperados. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.
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