"Como é presunçosa a mocidade de hoje! A gente pergunta a qualquer moço: ' Que vinho prefere, tinto ou branco?' ' Costumo tomar vinho tinto!', responde em tom grave e com tanta importância, como se todo o universo o contemplasse nesse momento..." (66)
"- Chamo-me Arcádio Nikoláievitch Kirsánov - disse Arcádio. - Nada faço neste mundo." (79)
"Não percamos tempo. Só perdem tempo idiotas demasiado inteligentes." (94)
"Sou infeliz porque... porque não tenho vontade de viver. Olha-me como se pensasse: fala uma aristocrata vestida de rendas e sentada numa poltrona de veludo. Não nego: gosto daquilo que se chama de conforto e ao mesmo tempo tenho pouca vontade de viver. Resolva essa contradição como bem o entender." (116)
"O aparecimento da futilidade costuma ser às vezes útil na vida: afrouxa as cordas demasiado tensas e arrefece os sentimentos muito fortes e duradouros ou passageiros, lembrando-lhes o estreito parentesco existente entre ambos." (127)
Turgueniev, Ivan. Pais e filhos. São Paulo: Abril cultural, 1981.
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